sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O USO DO BLOG NA PRÁTICA EDUCACIONAL

O BLOG NA EDUCAÇÃ






A evolução da internet e de suas ferramentas possibilitou uma nova fase para o internauta que passou a ser autor e produtor de suas informações. Essa nova fase ficou conhecida como Web 2.0. Um dos maiores exemplos dessa evolução são os weblogs, palavra composta por web, que significa página na internet, e log, que significa diário de bordo.  Surgidos no final dos anos 90, os weblogs, mais comumente conhecido como blogs, surgiram como um diário virtual que permitia um compartilhamento de pensamentos, relatos e reflexões pessoais, mas que exigia um conhecimento técnico de programação. Em 1999, foram criados os primeiros aplicativos e serviços de weblog, como o Blogger, do Google, por exemplo. Foram estes sistemas gratuitos e de baixo custo que facilitaram a disseminação da prática do weblog, e permitiram que qualquer pessoa pudesse ser um blogueiro (como é chamado o autor de um blog).  As páginas do blog disponibilizam espaços para que os usuários escrevam comentários onde o leitor pode dialogar com o autor e vice-versa, concordando, discordando ou acrescentando alguma outra discussão ou elemento, como um link para outro blog que discuta a temática abordada. Esse tipo de recurso incentiva a interação entre os usuários, diferenciando o ato de ‘blogar’ do ato de ‘navegar’, já que ao blogar o internauta não fica restrito ao traçar um percurso de leitura próprio que se baseia somente na escolha dos links que o autor disponibiliza. Porém, para que essa ação realmente aconteça, é necessário que o blogar seja “uma ação coletiva e construída de complexificação e transformação da rede hipertextual pela ação de blogueiros e leitores, que terminam por participar também como autores” (Primo e Recuero, 2003, p.4). Por proporcionar e incentivar a interação e a colaboração, os blogs têm sido usados para diversos fins: pessoal, corporativo ou de entretenimento.  Atualmente, o blog também ocupa um lugar de destaque no contexto educacional, esse fato pode ser comprovado pelos diversos tipos de blogs com fins pedagógicos. Barbosa e Granado (2004, p.69) corroboram com essa afirmação dizendo que “se há alguma área onde os weblogs podem ser utilizados como ferramenta de comunicação e de troca de experiências com excelentes resultados, essa área é sem dúvida, a da educação”.
Silva e Albuquerque (2009) elencam cinco categorias de blogs educacionais: blog de professores, utilizado para publicar orientações, textos, vídeos, imagens, animações, referências bibliográficas ou links; blogs de alunos, que funcionam como portfólios reunindo suas produções que são utilizados pelos professores como instrumentos de avaliação; blogs de instituições educativas, voltados à divulgação do trabalho desenvolvido e à autopromoção; blogs de projetos educativos, destinados à produção e socialização de conhecimentos sobre temas específicos; e blogs de grupos de pesquisa, que são como ‘colégios invisíveis’ reunindo pessoas de comunidades científicas diversas para interlocução, articulação de suas pesquisas, divulgação, análise de resultados e avaliação de textos.  O blog também possui outras vantagens educativas significativas para o incentivo à interação e colaboração.
Oliveira (2008) cita a possibilidade de desenvolver o papel do professor como mediador na produção de conhecimento, já que ele tem um papel ativo de instigar as discussões por meio de comentários, potencializando a interação entre a classe; incentivar a escrita colaborativa, a autoria, o pensamento crítico e a capacidade argumentativa; estimular o aprendizado extraclasse de forma lúdica; desenvolver a habilidade de pesquisar e selecionar informações.  O blog vem despertando, cada vez mais, a atenção de pesquisadores que buscam em suas características, potencialidades para a educação. Gomes (2005), por exemplo, desenvolveu um estudo para sistematizar um conjunto de possíveis vertentes de exploração dos blogs no contexto escolar, usando uma abordagem que explora as possibilidades dos blogs como “recurso” e como “estratégia” pedagógica.
Segundo ela, enquanto recurso pedagógico os blogs podem ser: um espaço de acesso à informação especializada e/ou um espaço de disponibilização de informação por parte do professor. Já, enquanto “estratégia pedagógica” os blogs podem assumir a forma de um portfólio digital, um espaço de intercâmbio e colaboração, um espaço de debate e integração. Cotes (2007) e Von Staa (2005) listam algumas vantagens e motivos para um professor criar um blog, dentre eles estão: aproxima alunos e professores; permite uma maior reflexão sobre o conteúdo e acerca de suas próprias colocações; é um exercício de alfabetização digital tanto para o próprio professor quanto para o aluno; amplia o horário da aula; permite o acompanhamento das atividades dos alunos por pais e a troca de experiências com colegas de profissão. Marinho et al (2009) acrescenta um novo motivo: criar um blog é uma boa estratégia para o professor inserir-se de forma ativa na rede, iniciando sua cultura de uso de recursos da Web 2.0. Esse uso irá deixá-lo mais confortável para aplicá-lo junto aos alunos. Ainda há poucos estudos acerca do uso do blog na escola, especialmente no que se refere ao seu uso por professores. 


RELATO DE EXPERIÊNCIA: O USO DE BLOG NA SALA DE AULA 



                                         




O uso de ferramentas oferecidas pelas tecnologias de informação para o auxílio do processo de ensino e aprendizagem dos alunos tornou-se realidade na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Cândida Zasso, tendo em vista a necessidade de oferecer aos educadores e educandos da escola a possibilidade de interagir e construir cooperativamente propiciando também a oportunidade para o aluno gerar e não apenas consumir conhecimento, utilizando assim, os blogs.  Essa ferramenta virtual começou a fazer parte do cotidiano das turmas da escola e se tornou incentivo aos alunos para que eles percebessem que aquilo que acontecia na sala de aula, como produção de textos nas aulas de Língua Portuguesa, ou teatros tão bem preparados para algum evento escolar, pudessem ser publicados. Foi então criado o primeiro blog da Escola <http://jovembaguncaetics.blogspot.com>, que pertence aos alunos da 8ª série. Este blog é utilizado pelos alunos para a publicação de textos elaborados em sala de aula na disciplina de Língua Portuguesa. Nele ainda constam fotos de atividades desenvolvidas pelos alunos dessa turma como a arrecadação de alimentos não perecíveis para após serem entregues ao hospital do município, trabalho este desenvolvido durante a Semana da Cooperação.
Por meio do blog os alunos se sentem responsáveis pelo que escrevem já que será publicado por toda a rede e que receberão comentários acerca daquilo que produziram. Assim a aula não se restringe apenas a “quatro paredes”, pois o que for produzido ultrapassará a barreira do papel e será mostrado para o mundo através da publicação no blog. Não muito tempo depois, e obtendo bons resultados foram criados outros dois blogs: o <http://curriculocandidazasso.blogspot.com> onde são publicados atividades, trabalhos desenvolvidos por todas as disciplinas dentro e fora da Escola pelos alunos de Pré-escola à 3ª Série e <http://candidazasso.blogspot.com> que possui a mesma ideia do blog anterior, pertencendo este as turmas de 4ª à 7ª série da Escola. A referida escola situa-se no bairro Barracão, onde a maioria dos alunos pertence a famílias de baixa renda, e por isso tem na Escola a única oportunidade de contato com as tecnologias oferecidas pela mesma, obtendo assim uma nova visão do mundo com novas possibilidades e perspectivas. Essa atitude de criação de blogs educativos na escola permitiu um novo olhar a cerca da educação, permitindo trocas e a criatividade no desenvolvimento das aulas, pois toda novidade é pensada e direcionada a publicação, permitindo que os professores participem ativamente e permitam-se ao novo desvelar como desafio educacional. Dessa forma, possibilita-se que os alunos, mesmo carentes e sem computador em casa, sejam inseridos no mundo virtual e assim, sintam-se participantes desse universo tão presente na sociedade.


Fontes:

<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000016590.pdf> Acessado em 10/12/2013 às 23h15min.
<http://www.unifra.br/eventos/jne2008/Trabalhos/85.pdf> Acessado em 10/12/2013 às 23h23min.

Animal do dia

Conheça um pouco sobre o vombate, um animal cujo cocô é em formato de cubo

Vombates são animaizinhos simpáticos nativos da Austrália e que vivem também em ilhas próximas àquele país e, por isso, é bem provável que você não conheça esses mamíferos superpeludos que se parecem com cães-da-pradaria um pouco maiores.
Os vombates são marsupiais e, da mesma maneira como ocorre com os cangurus, as fêmeas desses animais também apresentam bolsas junto ao corpo, nas quais bebês são carregados e protegidos. São animais grandes, chegando a pesar 40 kg e a medir mais de um metro de comprimento, e alcançam a velocidade de 40 km/h quando estão mais apressadinhos.
Dorminhocos
Os bichinhos são adeptos de vida noturna, o que é totalmente compreensível, já que os vombates chegam a dormir por até 16 horas por dia. Esse sono todo pode ser explicado pelo metabolismo lento característico da espécie – fica ainda mais devagar enquanto dormem.

Os vombates são marsupiais e, da mesma maneira como ocorre com os cangurus, as fêmeas desses animais também apresentam bolsas junto ao corpo, nas quais bebês são carregados e protegidos. São animais grandes, chegando a pesar 40 kg e a medir mais de um metro de comprimento, e alcançam a velocidade de 40 km/h quando estão mais apressadinhos.


O tal cocô em cubo

O cocô desses bichos tem formato cúbico – e eles produzem de 80 a 100 cubinhos por dia! O formato curioso ajuda a manter os cubos no lugar exato onde eles foram depositados, ao contrário dos cocôs mais arredondados.

Sistema de tratamento ecológico recupera rios poluídos e cria jardins flutuantes

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E se fosse possível recuperar rios poluídos gastando pouco dinheiro? Essa é a ambição do sistema de tratamento de água ecológico que pode ser instalado em rios, canais e lagos contaminados. Criado pela empresa escocesa Biomatrix Water, a tecnologia já despoluiu o canal Paco, da cidade de Manila, nas Filipinas.
Além de melhorar a qualidade da água e aumentar a biodiversidade aquática, o sistema revitalizou a paisagem do canal filipino, que antes era destino final de lixo e esgoto. Isso porque usa “jardins flutuantes”, que são ilhas artificiais, de aproximadamente 110 m², cobertas por plantas aquáticas capazes de filtrar poluentes.
O sistema ainda tem outra vantagem: o custo da despoluição é menor do que a metade do que gastam estações de tratamento de águas residuais convencionais, segundo a empresa. Isso é possível graças à integração e ativação do ambiente fluvial circundante.
O processo de descontaminação também dependeu de outros dois fatores: de obras de infraestrutura para evitar o despejo de resíduos no local e da instalação de um reator capaz de adicionar ar à água e introduzir no ecossistema uma bactéria que se alimenta de poluentes.
Abaixo, veja imagens de como era o canal antes da revitalização e de como ele ficou depois que a comunidade local se engajou na sua recuperação por meio do sistema de tratamento:
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Este ano, o Planeta no Parque Rios e Ruas, do Planeta Sustentável, também estava empenhado em reconectar a população da cidade de São Paulo à natureza e ajudá-las a redescobrir os rios que correm debaixo do asfalto. Realizado nos dias 31/5 e 1/6, o evento teve expedição, oficina, exposição e até um mapa gigante dos “rios invisíveis” da capital paulista. Fique por dentro de tudo o que rolou, neste post!